O mar estava molhado, e mais não podia estar.
A areia estava seca a não poder mais secar.
Nuvem, não havia nenhuma no céu a flutuar.
Não havia pássaros para voar...
domingo, 27 de junho de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
O acaso
Numa fuga para o ponto de partida
Num perto que é tão longe
O sal no mar
Com um milhão de coisas pra falar
Me sentei na cadeira da cozinha
Me deixei embriagar
Com tudo o que via ao meu redor
A cor do meu esmalte
O meu cabelo
Roupa de quem nem quer saber se já mudou a estação
Janelas abertas
A mesa posta
O chão
Coloridos desenhos desencontrados
O sol
Me procurando pela casa
Desviando dos quadros
Quadrados
O silêncio
Me esperando no sofá
Pra ficar cada um do seu lado
Eu do lado de cá, ele do lado de lá
Alguns livros
Aquela música
Alguma coisa pra beber
Me perco em alguns olhares
Me encontro em algumas palavras
O acaso não escolhe
Nem dias
Nem lugares.
Num perto que é tão longe
O sal no mar
Com um milhão de coisas pra falar
Me sentei na cadeira da cozinha
Me deixei embriagar
Com tudo o que via ao meu redor
A cor do meu esmalte
O meu cabelo
Roupa de quem nem quer saber se já mudou a estação
Janelas abertas
A mesa posta
O chão
Coloridos desenhos desencontrados
O sol
Me procurando pela casa
Desviando dos quadros
Quadrados
O silêncio
Me esperando no sofá
Pra ficar cada um do seu lado
Eu do lado de cá, ele do lado de lá
Alguns livros
Aquela música
Alguma coisa pra beber
Me perco em alguns olhares
Me encontro em algumas palavras
O acaso não escolhe
Nem dias
Nem lugares.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Acordada
Pessoas esquisitas, excêntricas, e o sol amarelo que não aquecia mais. A rua cercada de casas velhas. A sensação de que, sem dúvida, ninguém me entendia, de que ninguém sabia quem eu era e o que me levava até lá. Quando fechava os olhos, tudo ao meu redor parecia vazio, frio, simplesmente. Como se estivesse no lugar mais solitário do mundo. No meio de lugar nenhum.
E me sentei na cama e por um instante desejei que você se sentasse ao meu lado e pusesse seu braço ao meu redor e dissesse que tudo ficaria bem.
E me sentei na cama e por um instante desejei que você se sentasse ao meu lado e pusesse seu braço ao meu redor e dissesse que tudo ficaria bem.
domingo, 28 de março de 2010
Licor de damasco
As paredes do poço
E a casa da montanha
No topo
O sorriso de domingo
E a sala varrida pelo sol que se põe
Tive vontade de pintar nas paredes do meu quarto de menina
Minhas idéias malucas
Meu pequeno infinito
E o vento entra cantando
Bem baixinho, bem baixinho...
Só pra embalar meu sono
Sono fácil de tarde inteira brincando
Só então percebi que as coisas vão acontecendo muito lentamente
E você me pede para ler uma história
Doce e simplesmente
E então você me chama pra brincar de esconder
Sem que eu perceba, foge...
E eu já vou,
Só mais um gole...
E a casa da montanha
No topo
O sorriso de domingo
E a sala varrida pelo sol que se põe
Tive vontade de pintar nas paredes do meu quarto de menina
Minhas idéias malucas
Meu pequeno infinito
E o vento entra cantando
Bem baixinho, bem baixinho...
Só pra embalar meu sono
Sono fácil de tarde inteira brincando
Só então percebi que as coisas vão acontecendo muito lentamente
E você me pede para ler uma história
Doce e simplesmente
E então você me chama pra brincar de esconder
Sem que eu perceba, foge...
E eu já vou,
Só mais um gole...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Labirinto
Acordei perdida
Vestido de pano leve
Cabelo desfeito
Fantasmas me sopravam aos ouvidos
Há um incêndio sob a chuva rala
Matando meus heróis aos poucos
Comecei a cantar para as sementes mal plantadas
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Universo subterrâneo
Espetáculo assustador
Entranhas sangrentas
Artes carnais
Eu bem que merecia uma salvação
Qualquer que seja
Pra me livrar desses dias tão normais
Enlouquecer?
Ou sorrir?
Eu sou uma contradição
E foge da minha mão fazer com que tudo o que eu digo
Faça algum sentido
Vestido de pano leve
Cabelo desfeito
Fantasmas me sopravam aos ouvidos
Há um incêndio sob a chuva rala
Matando meus heróis aos poucos
Comecei a cantar para as sementes mal plantadas
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Universo subterrâneo
Espetáculo assustador
Entranhas sangrentas
Artes carnais
Eu bem que merecia uma salvação
Qualquer que seja
Pra me livrar desses dias tão normais
Enlouquecer?
Ou sorrir?
Eu sou uma contradição
E foge da minha mão fazer com que tudo o que eu digo
Faça algum sentido
quinta-feira, 4 de março de 2010
Segunda via. (Sou duas).
Vamos levar o resto da vida
Até que o sol nos coma o colorido
Dar com a cabeça em um muro
Indestrutível
Pensar pra dentro coisas de fora
Ter fome da extensão do tempo
Acordar pra poder dormir
Amaldiçoar as gaivotas por sua habilidade de voar
E as andorinhas por sua facilidade em partir
Em busca de calor
Queria um pomar
Queria um amor
Queria ser duas
Ser inteira
Ser segunda via
Inteiramente alheia
Plantar flores na pia
Abraçar o mar
Dar boa noite ao dia
Até que o sol nos coma o colorido
Dar com a cabeça em um muro
Indestrutível
Pensar pra dentro coisas de fora
Ter fome da extensão do tempo
Acordar pra poder dormir
Amaldiçoar as gaivotas por sua habilidade de voar
E as andorinhas por sua facilidade em partir
Em busca de calor
Queria um pomar
Queria um amor
Queria ser duas
Ser inteira
Ser segunda via
Inteiramente alheia
Plantar flores na pia
Abraçar o mar
Dar boa noite ao dia
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Pq não?
Comer comida com a mão
Porque perdeu a colher
Querer dormir e deitar no chão
Num canto qualquer
Ninguém quer sua boa educação
Nós bebemos
E falamos palavrão
Não sorrimos a toa
Respiramos ar em combustão
Me esqueci de usar palavras para mudar a sua vida
Mas é saudável te dar outra opção
O sentido me incomoda
A verdade tem outra versão
Talvez eu perca a cabeça
E espere a chuva de fogo
Da língua do dragão
Me deixe só até a hora de voltar
Não entendo seu sermão
Vou até o fim de mim
Só sei andar na contramão.
Porque perdeu a colher
Querer dormir e deitar no chão
Num canto qualquer
Ninguém quer sua boa educação
Nós bebemos
E falamos palavrão
Não sorrimos a toa
Respiramos ar em combustão
Me esqueci de usar palavras para mudar a sua vida
Mas é saudável te dar outra opção
O sentido me incomoda
A verdade tem outra versão
Talvez eu perca a cabeça
E espere a chuva de fogo
Da língua do dragão
Me deixe só até a hora de voltar
Não entendo seu sermão
Vou até o fim de mim
Só sei andar na contramão.
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